Poucos métodos, práticas e ferramentas sobreviveram e resistiram à ação da inovação e da evolução natural da gestão quanto o PDCA.  Seu criador e propagador, Edward Deming, grande guru da gestão da qualidade, estaria muito satisfeito com o pragmatismo e a aplicabilidade do seu “ciclo PDCA” no mundo atual. Vamos explorar isso um pouco melhor?

PLAN – Planejar/ Planejamento: planejar é indispensável a qualquer tipo de iniciativa organizacional, sejam operações, projetos, desenvolvimento e manutenção de produtos e serviços ou os modernos modelos de geração de negócios e produtos de curto prazo.  Sem planejar, o sucesso em atingir resultados de valor é baixo. O “como” planejar pode ser bem diferente: de grandes planejamentos de longo prazo e alto nível a planos detalhados de parte do trabalho em curtíssimo espaço de tempo.  A abordagem mais iterativa e incremental, ou mais preditiva, é um detalhe importante a ser definido conforme o contexto.

DO – Fazer/Executar: realizar o que planejamos e da forma como planejamos, simples assim! Certamente, a forma de realizar, as ferramentas e os recursos podem ser os mais diversos: de usos automatizados e robotizados à realização 100% com capital humano, quando de processos criativos e analíticos abstratos.

CHECK– Verificar/Validar: verificar e validar o que realizamos de acordo com o plano! Edward Deming também nos agraciou com uma definição importante: “gerenciamos aquilo que medimos”. Além de verificar se está OK o quanto está OK é de grande relevância para entregar resultados de valor.

ACT: talvez seja o aspecto do ciclo PDCA que mais tenha evoluído com o tempo, com as iniciativas, com as práticas e as metodologias de projetos, produtos e operações. Podemos usar o

A de Agir: no sentido de simplesmente ajustar o que de fato não atendeu ao plano; cenários mais comuns em iniciativas mais preditivas de projetos, por exemplo. O que pode também exigir “ajustes” para atender ao plano ou ajustar o próprio plano.

A de Adaptar-se: o que, de forma clara, atende perfeitamente a abordagens e a frameworks ágeis. Nesse cenário, nosso DO pode iniciar antes do PLAN quando temos ambientes de experimentação, empirismo e teste de hipóteses. Portanto, adaptar é indispensável para continuar o desenvolvimento.

A de Aprender: mais abrangente ainda, no sentido de que a cada ciclo do PDCA devemos aprender com nossos erros e acertos; propor e aplicar melhorias contínuas em nossas condutas, práticas e métodos, e seguir em frente nas iniciativas.

Texto desenvolvido por docentes do curso de MBA em Gestão de Projetos e Produtos: Abordagens Híbridas.

Kleber Ramos – mestrando em administração, MBA em administração (USP), engenheiro de Controle e Automação pela UNIFEI, certificado Project Management Professional (PMP) pelo PMI, certificado Scrum Master pelo Scrum Institute, agilista disciplinado DASSM pelo PMI, entre diversas outras certificações profissionais. Tem mais de 20 anos de experiência de mercado, atuando em empresas do setor industrial, financeiro e de serviços, além de ser sócio-proprietário do Grupo Difusão – Consultoria e Treinamentos.