Pós em O Atendimento Educacional Especializado (AEE) como Ferramenta para a Inclusão

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Apresentação do curso

O movimento pela inclusão educacional se inicia nos EUA em 1975. O Brasil assume este compromisso a partir da 1990 na Conferência Mundial sobre Educação para Todos em Jomtien, na Tailândia. Fortalecendo esta tendência, com a “Declaração de Salamanca”, de 1994, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO expressa claramente os termos da educação inclusiva. Foi nesta mesma linha que, em 1996, a Assembleia Geral da ONU aprovou as “Normas Sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência” e no “Fórum Mundial de Educação” em Dacar (2000), a avaliação feita sobre os avanços desde Jomtien, mostrou que houve algumas iniciativas na maioria dos países, porém ainda era pouco, reafirmaram então o compromisso de se construir uma “Sociedade Inclusiva”.

Objetivando incluir todas as pessoas, a sociedade começa a ser modificada a partir do entendimento de que ela entende que precisa ser capaz de atender às necessidades de seus membros. Assim, o desenvolvimento por meio da educação, reabilitação, formação e encaminhamento profissional das pessoas com deficiência, transtornos ou alguma outra necessidade específica deve ocorrer dentro do processo de inclusão e não como um pré-requisito para essas pessoas poderem fazer parte da sociedade, como se elas precisassem pagar “ingressos” para integrar a comunidade. Dessa forma, a prática da inclusão social repousa em princípios até então considerados incomuns, como a aceitação das diferenças individuais, a valorização de cada pessoa, a convivência dentro da diversidade humana e a aprendizagem através da cooperação. A inclusão dessas pessoas deve estar além de um espaço para o trabalho, inclui, antes disso, a aceitação e reconhecimento das diferenças considerando, claro, que essa aceitação não seja acompanhada de sentimentos de pena.

De acordo com o Censo Escolar do INEP (2010), 19,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência. Ou seja, quase 45 milhões de pessoas que precisam ser incluídas no processo sociolaboral e educacional. Dessa forma, a inclusão aqui citada abrange conceitos e respeito mútuo, compreensão e apoio, funcionando como um valor social que se torna um desafio parar o modelo educacional estabelecido. Dessa forma, a inclusão não é uma questão de solidariedade, mas um Direito.

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Objetivo do curso

Proporcionar a especialização de pessoas acerca dos fundamentos da educação inclusiva por meio do Atendimento Educacional Especializado – AEE, trazendo subsídios para uma melhor compreensão do processo educacional e sua articulação com os diversos aspectos teóricos e práticos da educação em seu modelo convencional, contribuindo para a ampliação do atendimento aos estudantes com deficiência ou alguma outra necessidade específica.

  • Discutir sobre o antecedente histórico (internacional e nacional), relativo ao movimento para a inclusão na sociedade das pessoas com deficiência ou outras necessidades específicas, dando ênfase aos diversos diplomas internacionais pertinentes já produzidos e a legislação brasileira;
  • Oportunizar uma reflexão crítica sobre os fundamentos de uma sociedade inclusiva, e suas implicações educacionais e profissionais, confrontando com outros modelos excludentes de sociedade;
  • Especializar as competências pedagógicas (teóricas e práticas), na área de apoio educacional aos estudantes com deficiência ou outras necessidades específicas;
  • Desenvolver estudos que ampliem a compreensão dos processos cognitivos e da problematização da aprendizagem de estudantes com deficiência ou outras necessidades específicas;
  • Estudar as possibilidades metodológicas de planejamento e organização da prática educativa, considerando a demanda de cada especificidade de estudantes com deficiência ou outras necessidades específicas, conhecendo as exigências de atendimento e mudanças que devam ser realizadas para favorecer a adoção da educação inclusiva;
  • Estudar as estratégias que incentivem a democratização e a universalização do espaço educacional, de forma a consolidar uma escola para todos.

Parceria Institucional

A Faculdade Phorte em conjunto com a Associação Nacional de Educadores Inclusivos, a ANEI Brasil firmaram uma parceria para oferecer uma Pós-Graduação voltada para a Educação Inclusiva.

Conheça a Coordenação do Curso

Locais e Áreas de Atuação

Metodologia da Pesquisa Científica
(30h)

  • Teoria da Inclusão;
  • Legislação aplicada;
  • Aprendizagem profissional da pessoa com deficiência.
    (55h)

  • O AEE para estudantes com deficiência auditiva e surdez;
  • O AEE para estudantes com deficiência fisica;
  • O AEE para estudantes com deficiência intelectual;
  • O AEE para estudantes com deficiência mútipla;
  • O AEE para estudantes com superdotação/altas habilidades;
  • O AEE para estudantes com surdocegueira;
  • O AEE para estudantes com transtornos do espectro autista;
  • O AEE para estudantes com transtornos funcionais de aprendizagem;
  • O AEE e a Tecnologia  Assistiva;
  • O AEE para estudantes com deficiência visual;
    Acessibilidade - física, sensorial, comunicacional e organizacional;
  • Tópicos da institucionalização do AEE.
    (205h)

  • Trabalho de Conclusão do Curso – TCC 
    (80h)